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QUADRIL - ARTROSCOPIA DO QUADRIL

Os avanços no uso da artroscopia para cirurgia dos quadris

 

A medicina está em constante evolução para oferecer aos pacientes um diagnóstico preciso, tratamentos com comprovação científica que proporcionem menos tempo de internação e recuperação mais rápida. Na área de Ortopedia, entre os procedimentos que tiveram uma grande evolução nos últimos anos, está a realização da artroscopia no tratamento dos quadris.

 

A técnica cirúrgica já é utilizada há muito tempo no joelho e no ombro, mas a realização no quadril é recente. O joelho e o ombro são articulações superficiais. Praticamente, é preciso atravessar apenas a pele e o subcutâneo para chegar à articulação, com menos riscos de afetar nervos, por exemplo. Já os quadris, são articulações profundas e complexas, com muita musculatura, vasos sanguíneos e nervos ao redor, com uma cápsula muito espessa e de difícil acesso. Até o começo dos anos 2000, existia uma tendência mais conservadora e se optava pelo uso de tratamentos não cirúrgicos ou grandes incisões.

 

A aplicação da artroscopia no quadril foi estimulada porque a técnica passou a ser uma opção para o diagnóstico de dor oculta ou para raros procedimentos e isso se somou ao grande avanço que houve nos exames de imagem, como a ressonância magnética. Esses fatores contribuíram para a ampliação do conhecimento sobre a anatomia dos quadris e o aprimoramento do acesso à região. Foi uma evolução muito rápida e muitos dos novos conhecimentos já estão consolidados. Hoje, conhecem-se várias lesões de estruturas, as suas manifestações, repercussões, prognósticos e as possibilidades terapêuticas.

 

Com essa técnica cirúrgica é possível tratar diversos problemas e lesões dos quadris e das estruturas ao seu redor, como lesão da cartilagem, ligamento redondo, sinovite, infecção, extração de corpo livre, de calcificações, lesão do labrum acetabular, entre outras alterações.

 

É uma opção de tratamento eficiente com uma pequena agressão. Isso se traduz em uma internação mais rápida, geralmente com alta no mesmo dia, menores taxas de complicações e riscos, menos dor, reabilitação mais rápida e melhor, retorno precoce à rotina e ao esporte.

 

Os objetivos da utilização da artroscopia no tratamento dos quadris são: tirar a dor, restaurar a função da região em sua plenitude, permitir que o paciente volte a fazer todas as atividades que queira e que goste, inclusive esportes, e dar um prognóstico melhor para a articulação.

 

Com isso, evita-se que o quadro clínico progrida para uma degeneração, ou seja, para uma artrose. O pós-operatório dependerá do tratamento e dos procedimentos que foram feitos durante a artroscopia, mas geralmente a alta é no mesmo dia e o início da fisioterapia é imediato. O retorno às atividades diárias se faz entre 01 a 3 semanas e ao esporte pleno por volta de 4 meses, dependendo da lesão que foi tratada.

 

A função dessa técnica cirúrgica é tratar diversas lesões a fim de eliminar a dor e evitar que elas possam progredir para a artrose. Em um estágio avançado da artrose, quando a pessoa sente muita dor, tem seu dia-a-dia prejudicado devido às restrições e limitações funcionais, tem a indicação de uma cirurgia chamada artroplastia do quadril, ou seja, colocação de uma prótese.


Artroscopia do Quadril


Esse guia segue as diretrizes da Sociedade Internacional de Artroscopia do Quadril


(www.isha.net)


Introdução


O objetivo desse texto é fornecer um guia geral a respeito das indicações mais comuns da artroscopia do quadril, do que se esperar da cirurgia, dos riscos significativos e da recuperação pós-operatória. Por se tratar de um mero informativo, todas as perguntas particulares devem ser dirigidas ao cirurgião.

 

Muitos procedimentos e tratamentos no quadril podem ser executados através da artroscopia, que é uma técnica cirúrgica minimamente invasiva. O fato der ser menos agressiva e invasiva, resulta em morbidade menor, riscos menores, alta hospitalar precoce, recuperação mais fácil e rápido retorno às atividades diárias.

 

O quadril é basicamente constituído pelo contato da cabeça do fêmur (esfera) com o acetábulo (soquete) que é uma cavidade na bacia.

 

Astrocopia do Quadril

 

Modelo do quadril direito: fêmur e acetábulo


Indicações para a artroscopia do quadril

A artroscopia do quadril teve uma rápida e consistente evolução nas últimas duas décadas. Vários centros, em diversos países, contribuíram para um progresso importante na compreensão da articulação do quadril, melhora dos exames de imagens, como a ressonância magnética, e desenvolvimento da técnica e dos recursos cirúrgicos.

 

Hoje, as indicações cirúrgicas para o uso da artroscopia do quadril são muitas. Entre elas:

  1.  

  2. 1- Para se fazer o diagnóstico de dor oculta do quadril

  3. 2- Remoção de corpos livres

  4. 3- Reparo de lesão da cartilagem articular

  5. 4- Reparo ou sutura de lesão do labrum acetabular

  6. 5- Correção do impacto femoroacetabular

  7. 6- Tratamento de instabilidade ligamentar do quadril

  8. 7- Tratamento de infecção

  9. 8- Sinovectomia por doença da membrana sinovial (sinovites)

  10. 9- Investigação de dor pós artroplastia (prótese) do quadril

  11. 10- Bursectomia para bursites e retrações da banda ílio-tibial

 

  1. Tratamento de patologias extra-articulares, como o “ressalto”.

  2.  

  3. Associação com outros procedimentos, como tratamento de fraturas.

 

As duas indicações mais freqüentes para a realização da técnica são a presença do impacto femoroacetabular e a lesão do labrum acetabular, que geralmente, estão concomitantemente presentes.

 

Ambos serão considerados mais detalhadamente aqui:


1) Impacto Femoroacetabular (FAI) – O FAI é uma circunstância que afeta a articulação do quadril e é caracterizado pelo contato anormal entre a cabeça femoral e a borda do acetábulo, que pode levar à lesão da cartilagem articular do acetábulo, do labrum, ou de ambos. O labrum é um rodete de cartilagem, em forma de ferradura, que circunda o acetábulo e se assemelha ao menisco do joelho, embora sua função seja diferente. Os danos ao labrum e/ou à cartilagem articular causam dor. Uma anormalidade na forma da cabeça femoral ou do acetábulo, ou em ambos, pode causar o FAI. As atividades que envolvem movimentos repetitivos do quadril, como determinadas atividades esportivas, podem aumentar a freqüência deste contato anormal. O FAI apresenta-se em três formas: impacto tipo “came” (quando o “culpado” é o fêmur), impacto tipo “pincer” (quando o “culpado” é o acetábulo) ou impacto misto (envolvendo ambos).  O FAI pode afetar todos os grupos etários e se caracteriza por ser uma das principais causas de artrose do quadril.  As evidências científicas mostram que a evolução natural do impacto sintomático é a degeneração da articulação, com lesões condrais e labrais, com progressão para a artrose. O objetivo é a intervenção precoce para a melhora da sintomatologia clínica do paciente, corrigindo o impacto, melhorando a mecânica da articulação e protegendo o quadril, para que esse não tenha uma evolução ruim, com um desgaste precoce.


2) Lesões do labrum Acetabular - O labrum, cartilagem que circunda o rebordo ósseo do acetábulo, pode ser lesado. Isto ocorre geralmente com o FAI, mas pode estar associado com outras entidades como displasia, luxação ou instabilidade do quadril. Com o a artroscopia do quadril, o labrum pode ser desbridado (remoção do tecido danificado), reparado (suturas simples ou múltiplas), ou enxertado (reconstrução com outros tecidos). Os estudos com exames de imagens, como ressonância magnética, artro-ressonância ou tomografias computadorizadas, muitas vezes executadas antes da cirurgia, não revelam sempre a lesão labral.

 

Astroscopia do Quadril

 

Rx da bacia e dos quadris, com o estudo pré-operatório

Astrocopia do Quadril

 

Imagem intra-operatória com o labrum acetabular normal

 

Imagem intra-operatória com o labrum acetabular lesado

Duração da internação hospitalar

 

A duração da internação hospitalar dependerá da complexidade da cirurgia, da sua saúde

geral, da distância que você pode ter que viajar após a cirurgia, e de outros fatores.

 

Geralmente, a alta hospitalar é no mesmo dia da cirurgia. Você deve verificar com o cirurgião e com a sua equipe.


Anestesia

 

A cirurgia é executada sob bloqueio peridural ou sob anestesia geral. O paciente permanece sedado durante o procedimento e é posteriormente acordado. A equipe de anestesia define a melhor opção anestésica, considerando todas as informações do paciente, históricos e resultados de exames.



Como se faz a artroscopia do quadril

 

O paciente é posicionado deitado, com a barriga para cima e se faz uma tração em ambas as pernas utilizando os dois apoios da mesa cirúrgica. Os ossos da articulação do quadril (a esfera e o soquete) são separados aproximadamente 10 mm aplicando a tração. Os portais artroscópicos, que são pequenas incisões de acesso na pele de 5 a 10 mm, são feitos, geralmente, no total de dois. A partir daí, com o auxílio da radioscopia, que é uma aparelho de Rx dinâmico, introduz a óptica, uma câmera de 4 mm de diâmetro, dentro da articulação.

 

Com isso, as imagens são reproduzidas no monitor.

Através destas pequenas incisões, a câmera e os estreitos instrumentos são posicionados no interior do quadril. O cirurgião então visualiza todo o quadril, identificando suas anomalias, mensurando-as, documentando com a gravação do vídeo e prossegue com o tratamento específico. A duração do procedimento depende da sua complexidade e pode durar entre 30 a 120 minutos, ou ainda mais.

 

 

No final do procedimento, medicamentos podem ser injetados no quadril para minimizar a dor pós-operatória. As pequenas incisões são suturadas com técnica de cirurgia plástica e o curativo é feito.

 

 

Posicionamento do paciente para a artroscopia

O pós-operatório

 

Provavelmente, você sentirá algum desconforto. Apesar de ser um procedimento minimamente invasivo, há a produção de inflamação, uma vez que se trabalha no quadril.

 

Haverá um processo de cicatrização dos tecidos abordados. Esse desconforto vai diminuindo de intensidade com o passar dos dias, à medida que o processo de cicatrização progride.

 

Devido à posição que o paciente fica durante o procedimento, você poderá sentir desconfortos posturais, como na região lombar, glúteos, joelhos e tornozelos. Devido à tração das pernas, pode-se evoluir com inflamação e dormência na região do períneo, nas pernas, ou no dorso dos pés. Um edema (inchaço) poderá ser notado na região dos glúteos, virilha e coxa devido à inflamação e ao uso de soro fisiológico durante a artroscopia. Este regride rapidamente. O uso de medicações analgésicas e antiinflamatórias é benéfico e suficiente para promover o bem estar.

 

 

Uso da óptica no intra-operatório

A alta hospitalar é precoce e você poderá ir para casa deambulando com um par de muletas.

O uso do par de muletas geralmente se estende por 2 a 3 semanas, dependendo do que for definido pelo cirurgião. O mesmo o ocorre com o retorno às atividades diárias, como por exemplo, possibilidade de dirigir após a primeira semana.

 

Você será visto e acompanhado por um fisioterapeuta. O cirurgião e o fisioterapeuta desenvolverão um programa de reabilitação apropriada para você.

 

São muitos fatores que definem a evolução de cada paciente, mas na maioria das vezes, são necessárias 8 semanas para a caminhada livre dos sintomas. O retorno para o nível de elite para atletas de competição é em 4 a 6 meses (ou mais).  A estratégia para a reabilitação é iniciá-la precocemente, focando o movimento e a estabilidade, seguida pela força e pela resistência. O retorno ao trabalho é rápido, porém dependerá dos níveis da dor e da natureza do seu trabalho.



Riscos potenciais e complicações possíveis da artroscopia do quadril


Todos os procedimentos médicos e todas as cirurgias possuem riscos, embora todas as medidas são tomadas para minimizá-los. As complicações podem ser provisórias ou permanentes. As complicações que podem se seguir à artroscopia do quadril são raras e a maioria é provisória. Há os riscos pertinentes à anestesia, a qualquer procedimento artroscópico e os relacionados especificamente à artroscopia do quadril.


A incidência de complicações relatada na literatura mundial varia entre 1,34% e 5% das cirurgias, dependendo do trabalho científico citado, e as complicações são mais freqüentemente relacionadas à dormência provisória (perda parcial da sensibilidade) na região do períneo e da virilha. Isto é devido a uma combinação entre a distração das pernas e a compressão realizada na região do quadril pela espuma protetora do períneo. Essa dormência, quando ocorre, é provisória e a recuperação é total em poucos dias, embora haja um risco teórico de dormência permanente.

 

Outras complicações a serem citadas: hematoma, escoriação, infecção, fratura, dor aumentada, sangramento, parestesias e neuropraxias (distúrbios neurais), trombose, quebra do instrumental cirúrgico, lesão condral, necrose avascular femoral, extravasamento do soro fisiológico da irrigação, cicatrização tardia e exacerbação dos sintomas. Muitas destas complicações são extremamente raras. Por exemplo, a taxa exata da infecção após artroscopia do quadril é desconhecida pela sua baixa incidência, sendo estimado ser substancialmente menor do que 1 em 1000.

 

Contatos


Marcelo Godoi Cavalheiro

Hospital Israelita Albert Einstein

Av. Albert Einstein, 627 - Bloco A1 – sala 318

Morumbi - CEP 05652-000 - São Paulo, SP

Tel: (11) 2151-3212

Cel: (11) 9942-4960

www.cavalheiro.nossomedico.com.br

mgcavalheiro@hotmail.com


Pronto Atendimento do Hospital Israelita Albert Einstein

Tel: (11) 2151-1233


Sites

 

American Academy of Orthopaedic Surgeons
www.aaos.org

 

American Association of Hip and Knee Surgeons
www.aahks.org

 

American Association of Orthopaedic Technologists
www.sportsmed.org.aaoa.org

 

American College of Sports Medicine
www.acsm.org

 

American Sports Medicine Institute
www.asmi.org

 

Arthritis Hip and Knee Surgery
www.hipsandknees.com

 

Arthrocopy
www.arthroscopy.com

 

Arthrocopy Association of North America
www.aana.org

 

Athletic Orthopedics Knee Center

www.aokc.net

 

Center for Bone and Joint Surgery
www.bnjs.net

 

Hip Society
www.hipsoc.org

 

Hospital Israelita Albert Einstein
www.einstein.br

 

Orthopaedic Research Society
www.ors.org

 

Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia
www.sbot.org.br

 

Sports Injury Clinic
www.sportsinjuryclinic.net

 

Sports Medicine and Arthroscopy
www.sportsmedarthro.com

 

Sports Rehabilitation
www.sportrehab.com

 

The Knee Doctor
www.knee-doctor.com

 

Dr. Marcelo G. Cavalheiro
mÉdico ortopedista


Formado em Medicina pela Universidade de São Paulo, Marcelo G. Cavalheiro fez residência...



MARCELO@DRCAVALHEIRO.COM.BR

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